quinta-feira, 21 de junho de 2012

Poucas palavras para delinear

Verbo sentir.
- perceber por qualquer dos sentidos
- ter a impressão de algo


Em vários momentos eu não senti nada e percebi o quanto aquilo me deixava aflita. 
Em vários momentos eu senti coisas demais e ficava aflita da mesma maneira.

Afinal, o que eu sinto? O que devo sentir na vida? Ódio, rancor? Amor, compaixão?! O que sentir?

A minha vida é intensa e sempre funciona como 8 ou 80. Muito quente, ou muito frio. Muito amor ou muito ódio. Sempre fui assim porque sempre gostei de um drama, de uma novela.
Mas apesar de todos os sentimentos serem intensos e bons (de certo modo), o sentimento de paz ainda me falta conhecer. O sentimento de tranquilidade e serenidade. Quando pensei que havia encontrando, a minha mente inqueta se fez competente em quebrar as ondas dessa calmaria e me dar emoção. Ação.

Tudo é muito estranho. Amar muito e odiar muito. Desejar muito e desprezar. Sempre fui uma pessoa controlável e estável, apesar das crises existenciais. Contudo, agora sinto meu coração sempre inconsequente e incansável. Sempre à busca de novas emoções e sentimentos. Mas nunca a procurar real pela paz.

O tédio me obrigou a engolir meus desejos. O medo me fez me sentir mais receio de tudo e do mundo. Dos sentimentos fortes, das feridas, do sorriso e da felicidade. 
Mas um dia - eu precisei me esforçar para tal - achei uma saída. Ainda que eu tenha recaídas com a vida noturna da angústia, pretendo usá-la atualmente apenas para descrever nos conselhos e no blog. :D

Descrever a paz como um sentimento é um ato muito complexo. Porque cada um deve descrever de uma maneira coerente com o que sente. Eu acredito muito que a paz seja algo 100% estável e calmo. Algo que você não duvide, que você jamais se questione. O sentimento de dúvida é sempre cruel, mas sempre me acompanhou nas partidas. Enfim... Desejar a paz? Desejar algo imperturbado?

Mas de modo geral, descrever sentimentos é algo complexo!!

Cada um sente o que sente pelo aquilo que viveu. E não falo disso pelas outras pessoas e sim por mim. Eu odeio viver em uma vida cheia de paz e tranquilidade!

Eu gosto é das dificuldades, dos desafios, do sentimento verdadeiro batendo no meu peito como se aquilo fosse me dominar e me matar. Isso é bom, isso é real o suficiente para mim.

O tédio me engoliu e me maltratou junto com a agonia de não sentir nada. De ficar muito tempo parada pensando nos problemas que não existiam. Agora, quero a "paz" só se for acompanhada de uma dose boa de desafio e conflitos.

Quero sentir sempre a paixão, o tesão louco, o prazer alucinante pela minha vida. Quero poder lembrar do meu passado e poder descrever cada momento com muito orgulho. ~clichê~ foda-se!

Quero a 'paz' para depois... Para quando todos os sentimentos possíveis acabarem. Quero todos os sentimentos em todos os graus e níveis de feeling. Quero tudo no tempo correto e fora de época para unir com a minha vida e minha mente que é tão contraditória. Quero cansar e, mesmo assim, reatar o mesmo sentimento que me consome cada dia mais. Quero ser incondicionalmente sentida e incondicionalmente sentir!

A vida é tão rápida. Tudo é tão rápido e vazio. E quando digo que quero algo forte para aguentar... Quero algo que vale a pena. Pois, vida fácil já tive e não gostei do que senti!

Tantos sentimentos, poucas palavras. Cada um sente o que é e cada um vive o que quer. Não poderei jamais descrever um amor de outro. Descrever a vida e o sentimento do outro - por mais que tentamos julgar.

O martírio acompanha e despenca como avalanche. Eu aguento, sempre aguentei e quero ter isso (drama) até poder escrever sobre todos os passatempos de uma garota que só sabe falar de drama.